Esta semana o cinema tem várias estréias! Para você cinéfilo e curioso, estão aqui os trailers do que você pode assistir a partir desta sexta, dia 16 de outubro!
O Desinformante
Distrito 9
Novidades no Amor
Te Amarei pra Sempre
Arranca-me a Vida
O remake do clássico de 1984, será protagonizado por Jackie Earl Haley, que recentemente estrelou “Watchmen” e já foi indicado ao Oscar como ator coadjuvante por Pecados Íntimos, em 1997.
A data de estréia já foi definida: o longa chega às telonas dos Estados Unidos em 30 de abril de 2010. O teaser de lançamento foi divulgado esta semana e deixa os fãs da série ansiosos para ver o novo Freddy Krueger em ação! Assista ao trailer legendado:
A série rendeu 7 filmes, além do fracassado Freddy x Jason. Então para quem ainda não viu o clássico, vamos relembrar:
No filme original, de 1984, Freddy Krueger é um assassino de crianças que ganha liberdade pelo tribunal por causa de um erro técnico. Rancorosos, os pais das crianças fazem justiça com as próprias mãos e provocam um incêndio que mata Krueger. Anos depois, os filhos destes pais vingativos começam a ter sonhos horripilantes, onde o fantasma de Krueger é um assassino cruel.
A série rendeu 7 filmes, além do fracassado Freddy x Jason. Então para quem ainda não viu o clássico, vamos relembrar:
No filme original, de 1984, Freddy Krueger é um assassino de crianças que ganha liberdade pelo tribunal por causa de um erro técnico. Rancorosos, os pais das crianças fazem justiça com as próprias mãos e provocam um incêndio que mata Krueger. Anos depois, os filhos destes pais vingativos começam a ter sonhos horripilantes, onde o fantasma de Krueger é um assassino cruel.
Bom pessoal, por enquanto é só. Não deixem de assistir o Cinema Online nesta quinta-feira, às 15 horas, só aqui na AllTV.
]]>Mais um festival importante do cinema na área! Começa amanhã, dia 2 de setembro, o Festival de Veneza!
Nesta edição o cinema italiano tem maior presença, com 22 produções, tanto na mostra competitiva, como na mostra horizontes.
Desta vez o Brasil conseguiu indicações, contudo, na Mostra Horizontes.
Confira abaixo os indicados:
Mostra competitiva
“Baaria”, de Giuseppe Tornatore (Itália)
“Soul Kitchen”, de Fatih Akin (Alemanha)
“La Doppia Ora”, de Giuseppe Capotondi (Itália)
“Accident”, de Cheang Pou-Soi (China/ Hong Kong)
“Persecution”, de Patrice Chereau (França)
“Lo Spazio Bianco”, de Françasca Comencini (Itália)
“White Material”, de Claire Denis (França)
“Mr. Nobody”, de Jaco van Dormael (França)
“A Single Man”, de Tom Ford (EUA)
“Lourdes”, de Jessica Hausner (Áustria)
“Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans”, de Werner Herzog (EUA)
“The Road”, de John Hillcoat (EUA)
“Between Two Worlds”, de Vimukthi Jayasundara (Sri Lanka)
“The Traveller”, de Ahmed Maher (Egito)
“Lebanon”, de Samuel Maoz (Israel)
“Capitalism: A Love Story”, de Michael Moore (EUA)
“Women Without Men”, de Shirin Neshat (Alemanha)
“Il Grande Sogno”, de Michele Placido (Itália)
“36 vues du Pic Saint Loup”, de Jacques Rivette (França)
“Survival of the Dead”, de George Romero (EUA)
“Life During Wartime”, de Todd Solondz (EUA)
“Tetsuo The Bullet Man”, de Shinya Tsukamoto (Japão)
“Prince of Tears”, de Yonfan (Hong Kong)
Fora de competição
“REC 2″, de Jaume Balaguero, Paco Plaza (Espanha)
“Chengdu, I Love You”, de Fruit Chan, Cui Jian (China)
“The Hole”, de Joe Dante (EUA)
“The Men Who Stare at Goats”, de Grant Heslov (EUA)
“Scheherazade, Tell Me a Story”, de Yousry Nasrallah (Egito)
“Yona Yona Penguin”, de Rintaro (Japão)
“The Informant!”, de Steven Soderbergh (EUA)
“Napoli Napoli Napoli”, de Abel Ferrara (Itália)
“Anni Luce”, de Françasco Maselli (Itália)
“L’oro di Cuba”, de Giuliano Montaldo (Itália)
“Prove per una tragedia siciliana”, de John Turturro, Roman Paska (Itália)
“South of the Border”, de Oliver Stone (EUA)
Mostra Horizontes
“Françasca”, de Bobby Paunescu (Romênia)
“One-Zero”, de Kamla Abou Zekri (Egito)
“Buried Secrets”, de Raja Amari (Tunísia)
“Tender Parasites”, de Christian Becker e Oliver Schwabe (Alemanha)
“Adrift”, de Bui Thac Chuyen (Vietnã)
“Crush”, de Petr Buslov e outros (Rússia)
“Repo Chick”, de Alex Cox (EUA)
“Engkwentro”, de Pepe Diokno (Filipinas)
“The Man’s Woman and Other Stories”, de Amit Dutta (Índia)
“Paraiso”, de Hector Galvez (Peru)
“Io sono l’amore”, de Luca Guadagnino (Itália)
“Cow”, de Guan Hu (China)
“Judge”, de Liu Jie (China)
“Pepperminta”, de Pipilotti Rist (Suíça)
“Tris di donne e abiti nunziali”, de Martina Gedeck (Itália)
“Insolação”, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch (Brasil)
“1428″, de Du Haibin (China)
“Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz (Brasil)
“Once Upon A Time Proletarian: 12 Tales of a Country”, de Guo Xiaolu (China)
“Villalobos”, de Romuald Karmakar (Alemanha)
“Il colore delle parole”, de Marco Simon Puccioni (Itália)
“The One All Alone”, de Frank Scheffer (Holanda)
“Toto”, de Peter Schreiner (Áustria)
Acompanhem o Festival de Veneza! Fica a dica do Cinema Online!
]]>Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) voltam às telonas com sua história em 13 anos de noivado, com o relacionamento em crise. O filme todo se passa em uma noite, que começa num karaokê. Vani se dá conta que o namoro deles não está legal e resolve ceder à vontade de Rui para melhorar a relação: fazer um menáge a trois.
Basicamente o espectador vê, no filme todo, a correria dos dois para conseguirem alguém que tope o sexo a três. Contudo, se dão mal em todas as tentativas.
Por minha opinião, digo que o equívoco neste segundo filme foi grande. A começar pela essência perdida, do primeiro. No piloto, resgatamos o amor dos dois personagens, como eles se conheceram. Ali realmente se enxerga um filme com começo, meio e fim. No atual, o foco se perde, e o limite embaça o brilho de Vani e Rui. É como se, de longa metragem, a obra se transformasse em um episódio da série estendido. Uma espécie de sitcom longo em cinema.
Falta ritmo, roteiro, graça e principalmente fôlego. Sim, você espectador dará risadas das várias situações do casal. E nem se dará conta, por exemplo, dos absurdos passados: um bicho-preguiça em quarto de hotel, uma festa total terceira idade e um quarto com três jovens isolados em ritual xamânico e etc.
Concluindo: de uma aposta em novo sucesso brasileiro, uma decepção. Normalmente é difícil fazer sequências. Vou explicar porquê: “o retorno” da história acaba tendo três caminhos: ou perde o foco e a essência do primeiro; ou se prende demais à história original, acarretando um segundo trabalho com a cara do piloto citado antes; ou o diretor e roteiristas acertam em cheio e o filme acaba se tornando sucesso mesmo.
Se “Os Normais 2″ vai ter sucesso de bilheterias? Sim, vai sim. Primeiro por conta do elenco estrelado e já conhecido pelos espectadores. Segundo porque as pessoas tem uma curiosidade quase que incontrolável de conferir continuações de histórias em cinema. É como se fosse um “fio solto”que o original deixou.
Só de cópias? 400 em lançamento nacional. É o maior lançamento - em cópias - de todo o Brasil. Orçamento? 5 milhões de reais. Tempo de produção? 5 semanas.
Fernanda Young, roteirista, afirma ainda que haverá um próximo filme e que poderá retratar a separação dos dois. Francamente? Os Normais foi criado brilhantemente para TV e dali não deveria sair. Pronto, falei. A série sim, é engraçada e tem pique. A cada episódio uma piração diferente.
Aliás, uma novidade para todos. A Globo está em negociação com a Sony, para vender a série para o prime time da TV norte americana. Isto é muito bom, já que não é de costume brasileiro exportar programas televisivos. Contudo, lá, eles teriam os direitos sobre a série, ou seja: outros atores de lá seriam escalados Rui e Vani.
Enfim, mais um filme do cinema nacional - direção de José Alvarenga Jr. (Divã; Os Normais), roteiro de Fernanda Young (Bossa Nova; Muito Gelo e Dois Dedos d’água) e Alex Machado (Os Normais; Os Aspones). Agora é esperar a reação do público.
]]>Confira abaixo a lista:
Longa Metragem Brasileiro
Melhor Filme: “Corumbiara” de Vincent Carelli Melhor Diretor: Vincent Carelli por “Corumbiara” e Paulo Nascimento por “Em Teu Nome”
Melhor Ator: Leonardo Machado por “Em Teu Nome”
Melhor Atriz: Vivianne Pasmanter, por “Quase Um Tango…”
Melhor Roteiro: Sérgio Silva, por “Quase Um Tango…”
Melhor Fotografia: Katia Coelho por “Corpos Celestes”
Prêmio Especial do Júri: “Em Teu Nome”, de Paulo Nascimento
Melhor Diretor de Arte: Fabio Delduque, por “Canção de Baal”
Melhor Trilha Musical: Andre Trento e Renato Muller por “Em Teu Nome”
Prêmio da Crítica: “A Canção de Baal”, de Helena Ignez
Melhor Filme do Júri Popular: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Montagem: Mari Corrêa, por “Corumbiara”
Longa Metragem Estrangeiro
Melhor Filme: “La Teta Asustada”, de Claudia Llosa
Melhor Diretor: Claudia Llosa, por “La Teta Asustada”
Melhor Ator: Horacio Camandule, por “Gigante” e Matías Maldonado, por “Nochebuena”
Melhor Atriz: Magaly Solier de “La Teta Asustada”
Melhor Roteiro: Adrián Biniez, por “Gigante”
Melhor Fotografia: Guillermo Nieto, por “Lluvia”
Prêmio Especial do Júri: “La Próxima Estación” de Fernando E. Solanas
Prêmio da Crítica: “Gigante”, de Adrian Biniez
Melhor Filme do Júri Popular: “Lluvia” de Paula Hernández
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “La Teta Asustada” de Claudia Llosa
Curta Metragem
Melhor Filme: “Teresa” de Paula Szutan e Renata Terra
Melhor Diretor: Paula Szutan e Renata Terra, por “Teresa”
Melhor Ator: Miguel Ramos, por “A Invasão do Alegrete”
Melhor Atriz: Juliana Carneiro da Cunha, por “O Teu Sorriso”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Teresa”
Melhor Fotografia: Andre Luiz de Luiz, por “Ernesto no País do Futebol”
Prêmio Especial do Júri: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa
Melhor Diretor de Arte: Diogo Viegas, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Trilha Musical: Leonardo Mendes, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Montagem: Gustavo Ribeiro, por “Teresa”
Prêmio da Crítica: “O Teu Sorriso”, de Pedro Freire
Melhor Filme do Júri Popular: “Josué e o Pé de Macaxeira” de Diogo Viegas
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa
Mostra Gaúcha
Melhor Filme: “De Volta ao Quarto 666″, de Gustavo Spolidoro
Melhor Direção: Leonardo Remor, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Ator: Nelson Diniz, por “Quiropterofobia”
Melhor Atriz: Sissi Venturin, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Teresa”
Melhor Fotografia: Matheus Massochini, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Direção de Arte: Guilherme Pacheco, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Música: Sérgio Rojas, por “Jogo do Osso”
Melhor Montagem: Marcos Lopes, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Edição de Som: Cristiano Scherer, por “Livros no Quintal”

Cena de "Corumbiara", melhor longa brasileiro
Assim como Borat, Brüno é dirigido por Larry Charles e adota a mesma linha de crítica ácida e sem limites aos seus alvos ao redor do mundo, especialmente nos EUA. Aspectos socioculturais e religiosos, celebridades, políticos, nada fica imune às críticas do comediante, que dividiu a comunidade homossexual em relação aos maneirismos de seu personagem em relação a comportamento e atitudes que poderiam (ou não) estereotipar membros da comunidade gay.
Magro, com maquiagem, depilado, cabelos pintados de loiro e um sotaque austríaco carregado, Brüno torna-se uma ameaça quando decide ficar famoso a qualquer custo após abandonar o mundo da moda, que ele considera fútil e vazio. Está dada a largada para uma série de gags, situações embaraçosas e chocantes, que desfilam em todo o filme.
Com uma linha narrativa tradicional, o filme mistura documentário com dramatização quando, com a ajuda de seu dedicado assistente Lutz (Gustaf Hammarsten), Brüno inicia sua saga na busca pelo sucesso, em uma crítica fervorosa à sociedade que chega ao extremo para alcançar os quinze minutos de fama.
Os artifícios usados vão desde tentar ser apresentador de TV, passando pela opção de seguir carreira na indústria pornográfica até “descobrir” que ser homossexual é o empecilho para que seja famoso e decide “abandonar a homossexualidade”.
Tom Cruise, Arnold Schwarzenegger, Demi Moore, Angelina Jolie, Madonna, Salma Hayek, Mel Gibson; nenhum deles escapa das pesadas piadas de Brüno, que ainda destila piadas constantes e sarcásticas em relação ao nazismo de Hitler.
Com presença de cena e expressões faciais impressionantes, Sacha Baron Cohen mantém o ritmo do filme, que transita entre o humor inteligente e o escatológico, alfinetando fortemente setores religiosos e moralistas da sociedade, como os evangélicos e conflitos entre palestinos e israelenses, além de incomodar as comunidades homofóbica e negra norte-americana.

Certas cenas beiram a comédia pastelão, além de utilizar todos os clichês de dramatização para contar a trajetória de Brüno de forma irônica e melodramática. Suas referências para uma crítica mordaz à cultura (pop) norte-americana são provocativas e ousadas assim como fez com Borat, totalmente oposto ao homossexual austríaco Brüno, mas sem perder a veia polêmica.
Com diversas piadas sexuais e cenas de nu frontal masculino e feminino, Brüno traz, ainda, diversas referências à homossexualidade, como gírias e trejeitos em um personagem privado de comportamentos considerados morais pela sociedade. E essa alienação norte-americana diante do comportamento gay é posta em xeque, especialmente pela surpreendente cena final, além de contar com um número musical com famosos nomes da música internacional.
Ou seja, Brüno pode não agradar a todos, mas o non-sense e a ousadia são inegáveis como função humorística, apoiados, principalmente, no talento de Sacha Baron Cohen. Deixe preconceitos e moralismos em casa e confira.
Assista ao trailer do filme aqui.
]]>Os heróis da era glacial estão de volta em uma nova aventura. O terceiro filme da série “A era do gelo”, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, estréia hoje nos principais cinemas de todo o Brasil. Scrat continua tentando agarrar a noz fujona (e nesse processo, talvez acabe encontrando o verdadeiro amor); Manny e Ellie esperam o nascimento de seu bebê mamute; a preguiça Sid forma sua própria família seqüestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando molenga demais devido à convivência com seus amigos.
A novidade fica por conta do personagem Buck, uma agitada Doninha. Após Sid seqüestrar os ovos de dinossauros, a mãe vai atrás dos filhotes e acaba levando Sid para um mundo subterrâneo. A turma se aventura por este novo mundo no qual se deparam com muitos dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas e somente Buck pode ajuda-los a encontrar o caminho de casa.
A maior novidade deste filme são as versões em 3-D digital que deixam a desejar (há trechos muito bem elaborados nos quais parece que o espectador está realmente dentro do filme mas, ainda assim, são muito poucos). Apesar disso, a sequência não perde o fôlego e promete boas risadas. Vale muito a pena conferir.
VEJA O TRALER DE “A ERA DO GELO 3″
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Sua sobrinha-neta, Nicole Algranti, roteirizou, produziu e dirigiu De Corpo Inteiro – Entrevistas, filme que reproduz ficcionalmente algumas dessas conversas (informais) realizadas pela escritora e jornalista, morta em 1977.

O trabalho de pesquisa ficou por conta da professora inglesa Claire Williams, especialista em literatura brasileira e deu origem ao filme, que mostra a curta passagem de Clarice durante cada entrevista. Mais do que um jogo de perguntas e respostas, a ucraniana naturalizada brasileira interage e enxerga cada um de seus personagens reais nos momentos em que estão frente a frente.
Mulher de mil facetas, misteriosa e quase inatingível em sua natureza, Clarice Lispector é representada no filme por diversas atrizes e, até mesmo, pelo jornalista Arnaldo Bloch. Cada olhar, detalhe e diálogo foi desenvolvido para mostrar que havia diversas Clarices dentro de uma só pessoa, uma mulher inquieta, que interagia em suas entrevistas. Expondo-se quando entrevistava – e quase nunca quando entrevistada – cria um laço comunicativo com as personagens que compõem seu livro e filme.

Mais do que um trabalho, o bate-papo descontraído de Clarice com amigos e pessoas que admirava criaram um filme leve e curto, com um ritmo contínuo, mas sem perder a sua função se enxergar-se no outro. O resultado, porém, é regular. Não pela qualidade das entrevistas ou pelo trabalho de Clarice, muito pelo contrário, mas por algumas atuações que deixam a desejar no filme de Nicole Algranti.
Nomes de peso – e outros menos conhecidos – dão vida a personagens como Nelson Rodrigues, Fernando Sabino, Jorge Amado e Rubem Braga. Além de literatos, a escritora entrevistou cantores, jornalistas, atores e outras personalidades ligadas à arte, como os artistas plásticos Carybé e Djanira, além do técnico de futebol João Saldanha, que levou o Brasil ao tricampeonato na Copa do Mundo em 1970. Nem todos os personagens contidos no livro foram transpostos para o filme, mas conseguimos ter uma ideia de sua aura de inquietude e mergulho na alma humana, seja em seus livros de ficção, seja na sua obra recheada de depoimentos.

Desde o início de De Corpo Inteiro – Entrevistas, a música de abertura “Que o Deus venha” (letra criada na parceria de Cazuza com Frejat e baseada na obra de Clarice), alterna imagens da escritora com cenas das atrizes que a interpretam no longa. Na voz de Adriana Calcanhoto, a música nunca tinha sido musicada e ganhou um ar jazzístico. Frejat, grande parceiro de Cazuza (um fã confesso da escritora), é o responsável pela música incidental do filme.
Beth Goulart encena Clarice durante entrevista com o escritor Nelson Rodrigues (papel de Jofre Rodrigues). Detalhes não foram deixados de lado, como gestos, roupas, jóias e, em especial, a maquiagem. O olhar marcante da atriz cria uma Clarice séria e pensativa. Os cortes secos, como se fossem entrevistas reais, dá maior verossimilhança, criando uma personagem séria, quase intransponível. Louise Cardoso, no entanto, encarna uma Clarice mais despojada e risonha em sua entrevista com Fernando Sabino (Fernando Eiras). Suas interferências tratam de temas como morte, filosofia, amor e vida. Cardoso tenta um sotaque, mas cria uma linguagem interiorana, que não tira o encanto de sua participação. Ela entrevista e, ao mesmo tempo, se entrevista, saindo do lugar comum de apenas anotar as respostas.

Como Rubem Braga, o ator Franco Almada recebe Claudiana Cotrim, que muitas vezes nega ser Clarice, criando uma cena curiosa, mas que fica comprometida pela rápida e fraca atuação da atriz.
Entre uma entrevista e outra, Aracy Balabanian (que já havia atuado como Clarice Lispector na peça Clarice Coração Selvagem e narrado uma seleção de contos da escritora) intervém em cenas cotidianas, como em uma eterna espera. O lado quase mudo de Clarice, sua consciência, seus pensamentos. Silêncio cortado somente nas narrações e ligações telefônicas que realiza, buscando os seus entrevistados.

Uma das grandes surpresas em De Corpo Inteiro – Entrevistas é, sem sombras de dúvidas, a atriz Letícia Spiller. Com cenas gravadas no Pelourinho (BA), sua Clarice encontra o multi-artista Carybé, interpretado por Paulo Vespúcio. Com charme e uma postura imponente e sensual, Spiller é insinuante, misturando com perfeição o timbre de voz e sotaque de Clarice. No encontro, ela e Carybé discutem sobre as pessoas, a arte, o candomblé e a Bahia, com um final emocionante.
A seguir, a emoção se perde, se esvai na entrevista que ela faz com Jorge Amado, com o ator Jorge Cunha em uma interpretação fria e sem vida, que fala do compromisso dele com seu público.

A falha logo é desfeita quando o jornalista Arnaldo Bloch entrevista o poeta Ferreira Gullar. Misturando atores e personalidades reais, De Corpo Inteiro – Entrevistas transita com certa harmonia entre realidade e ficção, afinal os entrevistados já falecidos fazem parte de um universo real, que é o livro de Clarice, mesmo sendo interpretados por atores. Gullar responde à Clarice de Arnaldo Bloch sobre as injustiças no Brasil, o período do Regime Militar e sobre sua vida artística como poeta.
Um dos pontos mais irreverentes do filme é, com certeza, quando Clarice (Dora Pelegrino) entrevista o jornalista Carlinhos Oliveira (Paulo Tiefenthaler). Discutem sobre a situação no mundo (perdido) e a escrita como “dom” atribuído a eles, mas pensam muito diferente, o que dá um certo desconforto durante a entrevista. Clarice, insatisfeita, decide marcar uma segunda entrevista para que ele, então, “se mostre de corpo inteiro”.
Quando entrevista Helio Pellegrino (Chico Diaz) em um cinema, Clarice (Silvia Buarque) toca no ponto do jogo existencial de perder e ganhar. Esse jogo, que envolve o amor, ela esclarece ao dizer gostaria de ter outras vidas: uma só para escrever, outra só para amar e outra só para ser mãe, pois é muito amor para que seja dividido.

As presenças iluminadas da atriz Tônia Carrero (entrevistada pela fraca Deolinda Vilhena) e do arquiteto Oscar Niemeyer (por Arnaldo Bloch) são pontos altos do filme, tratando de questões como teatro e solidariedade, respectivamente.
Tânia Bernucci, em curta aparição, entrevista a pintora Maria Bonomi em seu ateliê, tratando das gravuras e influências importantes em sua vida, seguida por outra pintora, Djanira (Giovanna De Toni), entrevistada por Dora Pellegrino. Djanira responde sobre seu conceito de amor: “É tudo aquilo que a gente pode dar”.
Algumas inserções sonoras da voz da própria Clarice surgem, dando maior ar documental ao filme, reforçado pela participação surpresa da própria diretora Nicole Agranti, que entrevista a escritora Nélida Piñon, em uma conversa sobre o lirismo da leitura, da imaginação e da magia em uma criação literária constante.

Como a década era 1970, nada mais propício do que entrevistar o técnico de futebol João Saldanha (Karan Machado), que levou o Brasil ao tri-campeonato mundial. Clarice (Rita Elmor, que já viveu a escritora na peça Que mistérios tem Clarice), visitam o Maracanã em pleno jogo, com uma ficção filmada dentro de uma realidade e discorrendo de temas como talento, fracassos, sucessos e, claro, futebol.
No final, a modelo e atriz Elke Maravilha, entrevistada por Deolinda Vilhena, fecha o filme com sua excentricidade e polêmica, abordando temas como morte, amor, trabalho e Deus.
De Corpo Inteiro – Entrevistas é uma homenagem a essa que foi uma das maiores – se não a maior – das escritoras brasileiras no século 20. Um enigma de si mesma, que buscou revelar os maiores medos e segredos do ser humano e, acredito, com muito sucesso. Levou à superfície o que nem mesmo seus leitores acreditavam existir dentro de si mesmos, levantando perguntas que tentam ser respondidas com afinco por aqueles que tiveram a glória (ou maldição, depende o ponto de vista) de ter Clarice Lispector como a mentora literária repousando inquieta em suas estantes. Dura e solidária, Clarice conseguia exprimir uma pureza bruta, quase maternal quando, em sua entrevista à pintora Djanira, deixa claro: “Me engane, pois não quero que nenhuma pergunta te faça sofrer”.
Nota: De Corpo Inteiro - Entrevistas será lançado em DVD, segundo a diretora Nicole Algranti. Basta esperar o patrocínio…
]]>No entanto, tudo que a família de Jean queria e ainda quer, é justiça. Nada trará a vida desse inocente de volta. Dele e de muitos que morrem injustamente, seja aqui no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Ele foi apenas um exemplo de muitos por aí. Pensando nisso, o diretor Henrique Goldman, inglês naturalizado brasileiro, resolveu trazer para as telas do cinema do drama da família Menezes e os últimos meses de Jean Charles.
Selton Mello vive o personagem principal e Vanessa Giácomo vive a prima Vivian que chega na Inglaterra para passar alguns meses lá para mandar dinheiro a sua mãe, que está doente com diabetes. Com muitas dificuldades, os dois vão vivendo de bicos e trabalhos temporários para tentar sobreviver na capital inglesa. Nesta época começam ataques terroristas na cidade e Jean Charles, por infelicidade do destino é confundido com um deles. O verdadeiro homem-bomba, morava no mesmo prédio em que o brasileiro, seu amigo Alex e suas primas e também trabalhava em construções. Este foi o motivo da confusão. Em um metrô de Londres, um dia após um atentado, a polícia o baleou, assassinando-o no mesmo momento.
O filme de Goldman passa uma verdade nua e crua para o telespectador, que reagirá de acordo com o seu coração. Em aspectos pessoais, o filme pesa na questão da dificuldade em se morar em outro país, a saudade da família, a falta de dinheiro, o sub-emprego, a língua diferente. Também aborda a outra face, a brasileira, quando o corpo dele chega à cidade natal, Gonzaga. Desde a morte de Jean até o fim do filme, o telespectador ficará tocado com toda a situação a qual as primas Vivian e Patrícia, o amigo Alex e toda a família, amigos e a cidade dele ficaram.
Na parte prática do longa, não se observa muitas ousadias, como máxima fotografia ou grandes luzes. Carlos Nader e Henrique Goldman prezaram pela máxima realidade e pela história sendo contada por si só. Destaque para Selton Mello como Jean, que, segundo a própria família, o ator conseguiu adquirir inclusive trejeitos e modo de falar do rapaz. Ponto positivo também para Luis Miranda, que soube dar vida a um personagem de humor que passa por um clímax drama. Em evidência, Vanessa Giácomo, que deixa a imagem de menina das novelas de época e dá vida brilhantemente para uma menina simples que vai para o exterior e se assombra com o que vê. Peca apenas na cena do necrotério, em que não fica claro para o espectador a dor que a prima Vivian sente. Contudo, para todo um contexto geral, ela teve uma atuação de ótima qualidade.
Jean Charles é um filme leve e rápido que faz o espectador entrar em uma metalinguagem de maneira que depois que este acaba, a vontade é de sair às ruas e se perguntar: POR QUE?
Vale a pena ser conferido, principalmente por ser mais uma produção quente da indústria cinematográfica brasileira. Fica a dica do Cinema Online!
]]>Hugh Jackman reprisa o papel que fez dele um astro e segundo Jackman : ” Nunca me diverti tanto.” Além de estrelar, Jackman é um dos produtores. O título revela logo de cara o que veremos, Wolverine é uma feros máquina que possui incríveis poderes curativos, garras retráteis de Adamantium e uma fúria incontrolável. Bom todo esse “pavio curto” nós já sabemos, o que não sabemos é como tudo isso começou.
Foi uma saída interessante em começar a origem do universo dos mutantes contando a história do principal deles- o até simpático Hugh Jackman! Que fica visível quando assistimos, o cara faz direitinho para entreter os fãs, e deita e rola com suas garras de aço. Quanto a efeitos especiais (criados pela dupla Alec Gillis e Tom Woodruf Jr.- os mesmos de Homem-Aranha) e as cenas de ação, lutas bem coreografadas, tudo esta em perfeita ordem.
Gavin Hodd, o diretor manteve-se fiel a franquia e conta a história épica de Wolverine , seu passado turbulento e romântico, a sua relação com Victor Greed (Dentes-de- sabre, o bom Liev Schreiber) e o sinistro PROGRAMA ARMA X , o ponto chave deste capítulo. Ao longo do caminho , Wolverine encontra muitos mutantes, alguns familiares e outros novos. Também tem algumas aparições surpresas,que não vou contar!
X-Men Origens: Wolverine também fornece uma grande montanha russa de aventura e ação, inenterruptas e os mesmos conflitos emocionais que é uma característica da cinesérie. Gavin Hood, que ganhou o Oscar de Filme Estrangeiro em 2005 por “Tsotsi”, faz aqui um filme de visual deslumbrante e bem finalizado, claro que há algumas falhas, mas nada que atrapalhe. Bom, essa é minha crítica pessoal, é difícil avaliar um filme de História em Quadrinhos com fãs de diferentes idades ao redor do mundo, que vão avaliar melhor que qualquer crítico. Achei que foi bem melhor que X-Men : O Confronto Final de Brett Ratner e ainda melhor que os dois primeiros de Bryan Singer (principalmente o primeiro). A idéia agora seria produzir um filme solo de cada mutante, contanto obviamente o início de sua história. E o próximo da lista é o filme do Magneto - Bryan Singer até fez uma introdução no primeiro X-Men em um campo de concentração. Lembram-se? Só aquele momento é o melhor dop filme. Agora é só aguardar a Marvel e a Fox desengavetarem o roteiro do temível Magneto, que promete!
Outra figura que aparece jovem é Scott Summers ( Ciclope). O vilão é mais uma vez um humano com traumas pessoais que funciona - William Stryker, interpretado pelo ótimo Danny Huston.
Então no próximo dia 30 de abril, corras aos cinema e divirta-se, vale a pena! melhor ir sem senso crítico e se preparar para se divertir. Levem algumas pílulas para dor de cabeça e torçam para que o cinema tenha um bom som. Explosões é o que não faltam. E o sempre durão, com coração mole Wolverine está de volta e marcando mais um “X” por onde passa…